14 de dezembro de 2008
3 de dezembro de 2008
1 de novembro de 2008
socados
ego trip ego dick
ego seek ego freak
ego tique
pretensamente atochados
amargamente metidos
largamente enfiados
pretensamente enfiados
amargamente atochados
largamente metidos
pretensamente metidos
amargamente enfiados
largamente atochados
31 de outubro de 2008
18 de outubro de 2008
7 de outubro de 2008
18 de setembro de 2008
o emplasto da minha mãe:
bem queria que a razão da minha mãe fosse mesmo inquestionável,
e que aquele creminho de mel com própolis desse um jeito em tudo, tudo mesmo.
daria pela primeira vez e com muito gosto,
os braços e até as pernas a torcer.
a merda é que tudo retorce
nem torcida ou mel com própolis bastam pra desretorcer.
27 de agosto de 2008
23 de agosto de 2008
17 de agosto de 2008
Para recitar lentamente. Discretamente de cabeça para-baixo







Eu não quero ficar nua para poder falar de questões femininas.
Eu não quero passar batom vermelho pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero me masturbar na sua frente pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero queimar sutiã pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser aceita pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser Brigitte Bardot pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero disfarçar-me de homem pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero recorrer à história pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser Marta Suplicy pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ir à cozinha pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ir às lojas Marisa pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero estar no banheiro pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero me casar com o Ronaldinho pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser uma revendedora AVON pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero morrer de anorexia pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser puta pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser dona da Daslú pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser capa da Capricho, da Caras, da Criativa, da Boa Forma, da Playboy ou da Veja pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ir ao chá com bolachas pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ter marca de biquíni pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero provar nada pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser uma gueixa pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser Leila Diniz pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ter a água batendo na minha bunda pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero fazer um filme pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser genial pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser Simone de Beauvoir pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero estar de lingerie rendada pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero chorar pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero gritar pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser feminista pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser machista pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser a Virgem Maria pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero namorar o Chico Buarque pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero dar pra todo mundo pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero cantar como Elis Regina pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero raspar os cabelos pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser minoria pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero transar só por amor pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ter sexto sentido pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero me descabelar pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero estar no museu pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser uma garota na feira do automóvel pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser engenheira pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser caminhoneira pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser a gordinha Dove pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser mãe solteira pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser feia mas estar na moda para poder falar de questões femininas.
Eu não quero ganhar o Big Brother pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser a Madonna pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser Mata Hari pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero estar num conto de fadas pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser Hilary Clinton pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser Margie Simpson pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero morar num puxadinho pra poder falar de questões femininas.
Eu não quero ser mais uma pra poder falar de questões femininas.
13 de agosto de 2008
Território: PALCO-INSTALAÇÃO
O palco instalado é uma re-apropriação, uma re-flexão sobre o espaço cênico e a produção da arte contemporânea no seu espaço de re-presentação. Uma re-ação à super produção de idéias, conceitos e objetos artísticos regidos pela regra do novo.
"não resta dúvida que esse culto do novo em poesia de vanguarda está ligado ao novo que a publicidade usa... novo Omo, novo Rinso... novo... novo... mais novo... novo pra que? ou o novo não precisa se justificar? novo é novo, e ta acabado? claro, existe uma preocupação com novidade em qualquer artista de verdade. com novidade, com originalidade, com voz própria. mas o novo custe o que custar me parece mito, uma alienação. alienação é uma coisa que subsiste depois que perdeu seu uso. sua finalidade. seu emprego social.
novo pra que? eis a questão."
(foi o Paulo Leminski que escreveu no dia 06 de novembro de 1978 em uma de suas cartas)
Estas fotos são da primeira vez que o palco se re-instalou.
*para ver ao som de the man i love e à luz do manifesto re prove postado neste blog.
PALCO-INSTALAÇÃO (2008)
Brasil
Pereira, Josefa
Cadeiras, público, recordações artísticas, objetos cênicos, manifesto, 26 versões de uma mesma música e fita adesiva branca sobre saguão.
Instruções de uso:
Você pode atuar como público direcionando-se à região designada para platéia ou então direcionar-se ao palco e reproduzir, relembrar e rememorar fragmentos cênicos já assistidos ou realizados por você. Evite o ato criativo, não coloque nada novo neste espaço, recrie, recicle e repita. Escolha a sua atuação, reocupe e represente.
USEMOS NOSSOS APARELHOS REPRODUTORES!
re ferências: sim, tudo isso que você lembrou não foi a toa.
30 de julho de 2008
rock in the age of video
como comer o próprio rabo discretamente?
"computadores fazem arte
artistas fazem dinheiro"
eu não faço nenhum dos dois e perco o sono.
28 de julho de 2008
Blá blá blá?
(essa foi o Décio que disse. Sim, o Pignatari)
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Quando a gente explica, tá explicado?
Quando a gente manifesta, tá manifestado?
(sou eu que pergunto)
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BLABLAR É HUMANO
Existem vários tipos de chás:
os verdes
os de camomila
de maçã
erva-cidreira
erva-doce, etc.
Não faz muito tempo tomei um de cadeira
bem gelado.
Desceu duro.
Sinto estar sempre atrasada.
Mas é mentira, algumas coisas insistem em chegar antes da hora.
É que sou só descompasso.
Eu sempre pensei que os dias cinzas me punham pra baixo.
Mas descobri que nos dias de sol eu apenas me destraio.
Uma secura.
Eu choro.
Fico um pouco regada.
Após três latas de ceveja e barriga vazia:
Triplamente envolvida por motivos triplamente prévios e vazia de motivos presentes.
Triplamente encantada por futuro passado.
Tripa mente.
Por ser impossível estar em dois lugares,
É que estando nos dois
Não se está em nenhum.
Fui para o não lugar dos partidos ao meio.
Deixe seu recado.
Retornamos assim que possível.
20 de julho de 2008
14 de julho de 2008

podi crê!
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porém:
"aquele que põe à venda algo que ninguém quer comprar representa, mesmo contra sua vontade, a liberdade em relação à troca."
Adorno
ou lirismo puro.
10 de julho de 2008
pulse
pulse - shapeshifting data visualisation from MaUdK on Vimeo.
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Quase dilacera, desespera, para, dispara, descompassa e passa.
Em tensos pontos de vida a maleabilidade não deixa rasgar.
Poesia e 22 anos ajudam.
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30 de junho de 2008
22 de junho de 2008
Uma josefa da cidade de São Paulo, passou a chafurdar no asfalto para superar o medo do esfolamento em vida.
3 de junho de 2008
re prove
23 de maio de 2008
eu des socializei
eu des sacralizei
eu des expressionei
a minha dança.
mas ainda danço porque isso me mantém quente.
olha a twyla tharp...
22 de maio de 2008
De repente, e bem na minha frente
ela destacava com marca texto amarelo
as palavras chaves da "Dieta do Abdomem".
8 de maio de 2008
A MÁ EXPERIÊNCIA
(editei um pedacinho)
A DANÇA CONTEMPORÂNEA
04/05/2008
Tô fora. Abro uma exceção, a cada dois anos, para a companhia de Deborah Colker. É outra história. Ali, um grupo de 15 bailarinos enche o palco. Deborah faz um espetáculo. Sua trupe escala paredes, gira em rodas-gigantes, atravessa espelhos. Sua música — sim, existe música nos espetáculos de dança de Deborah Colker! — é marcante. Seus figurinos são surpreendentes. Os elementos coreográficos que dividem o palco com ela são impactantes. E o grupo... dança!!!
Deborah Colker esteve em cartaz na semana passada e, mais uma vez, leu os comentários-clichê . Criticou-se a música — aí até entendo: quem elogia espetáculos sem música não pode gostar mesmo —; a frontalidade da coreografia — meu Deus, qual é o problema de bailarinos dançarem de frente para o público? —; a repetição dos movimentos.. . sou muito mais movimentos repetidos do que ausência de movimentos."
Rodolfo Fernandes
Josefa porque te vas

Josefa:
esta é unha fulana que se empeñou en que contase algo da súa vida porque quere ser famosa e que amenábar lle faga unha película. o problema é que non ten un can e unha curmán súa faloulle de min, díxolle que eu era unha escritora das baratas e que posiblemente se me poñía olliños de por favor por favor, por un cafesiño ou cousa polo estilo, traduciría as súas peripecias no papel.
Buscarei a maneira de redactar as súas andainas, para dar cabo e cumprimento ao contrato que asinei con ela xa hai un tempiño e tamén para que todo o mundo mundial a quen lle interese, poida coñecer ao raio da josefa.
Josefa ten unha aventura:
"Sempre crin que chamarse Josefa era un atranco para estas cousas. Cando unha ve no cine esas historias de enlarafuzar os panos con bágoas, a actriz chámase María Helena, Amanda, Jenifer ou Miriam Elisabeth, calquera nome lle pode ir ben, calquera agás Josefa. Josefa sabe a dezanove de marzo, a intercambio de procesións e tamén a torta de festa nacional e familia, e eu, sempre tan clásica, tan formal, que o pobre do meu Severino nunca puido pasarse nin un só pelo, vou agora e déixome ir, chimpando bicos, chamándome Josefa e sen ningún glamour."
(esta é a novela da Josefa)
23 de abril de 2008
o que? quem?
Os Balões do Padre

Hoje encontraram apenas os balões flutuando no mar.
Algo muito próximo disso passou pela minha cabeça outro dia, mas foi algo bem menos ousado que o intento deste padre.



















